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CONTRATURA DE DUPUYTREN

É a doença caracterizada pela contratura de fáscia palmar e das suas prolongações podendo levar a limites funcionais dos dedos. É de evolução progressiva que se inicia por pequenas depressões na pele
palmar, evoluindo para nodulações, atingindo o formato de cordas. Histologicamente, reconhecida por Sir
Astley Cooper na Inglaterra e por Boyer na França em 1823, mas foi Guillaume Dupuytren quem publicou a descrição clínica e seus resultados cirúrgicos como tratamento proposto no ano de 1832.

Incidência e Etiologia

A maior incidência ocorre no homem, entre a quarta e sétima década, com origem ou descendência européia. A proporção de homens para mulheres é de 10:0. Em diabéticos, alcoólatras e epiléticos a contratura de Dupuytren se torna mais agravante.

 

A etiologia da contratura de Dupuytren é ainda desconhecida e não existe um fator isolado responsável. O que se observa são vários fatores desencadeadores, tais como: idade, sexo, raça e hereditariedade.

Diagnóstico

A doença é geralmente notada quando a palma da mão não pode ser colocada na superfície da mesa, ou há pequenos nódulos na palma da mão (Figs. 1 ,2 e 3). Em casos severos os dedos não possuem mais a mesma habilidade para as atividades diárias, como: lavar as mãos, abotoar roupas, vestir luvas ou colocar as as mãos nos bolsos. Os dedos mais acometidos são o anular e o mínimo. As duas mãos acometidas é comum. A pele apresenta-se com nódulos ou depressões, mas os tendões não são acometidos.

Anatomia

Os componentes da aponeurose palmar que estão comumente envolvidos nesta enfermidade estão esquematizados na Fig. 4:

Tratamento Clínico

O uso de anti-inflamatórios não-hormonaisé a forma inicial do tratamento em conjunto com massagem, crioterapia eórtese noturna na articulação interfalangeana distal em extensão, deixando a articulação interfalangeana proximal livre.
Para infiltração local utiliza-se 0,5ml de lidolaína sem vaso constritor com 1ml de corticosteróide, introduzindo com uma agulha de 26G½ (agulha de insulina) ou 22G¼ a 1cm abaixo da prega de flexão proximal digital (Fig. 3). Caso haja necessidade, repete-se a infiltração após 3 semanas.
A contratura da banda pretendinosa é a principal causa de contratura da articulação metacarpofalangeana.
A contratura do ligamento natatório (Bourgery) contribui para a contratura das articulações interfalangeanas proximais. Luck sugeriu que as estruturas sadias da aponeurose palmar fossem chamadas de bandas e, quando acometidas pela doença de Dupuytren fossem chamadas de cordas.

Tratamento

Não há uma cura permanente para a doença de Dupuytren, mas existe o conceito de que o único tratamento efetivo é o cirúrgico que consiste na excisão palmar doente. Algumas considerações que devem ser lembradas:

Presença de protuberância não significa que a cirurgia seja recomendada, caso for, somente pela estética. Presença de dedos em flexão e o não apoio da palma à superfície, a cirurgia é recomendada. A cirurgia pode não corrigir completamente a extenção dos dedos. Depois da cirurgia, a pele pode ficar espessada e a doença pode retornar no mesmo lugar ou em outra parte da mão.
Cuidado Pós-Operatório

A complicação mais importante que pode se desenvolver após a fasciectomia é a presença de um edema severo e incontrolável.
Em situações especiais como contraturas graves o uso de talas ou fixações intra-ósseas temporárias com fios de Kirschener por três semanas estão indicados.
O acompanhamento fisioterápico intenso, seguido ou não de ortese de uso diário ou apenas noturno são importantes na obtenção de bons resultados, principalmente naqueles pacientes pouco motivados ou com cirurgias prévias.
Convém ainda, resaltar, que em casos de rigidez articular é melhor aceitarmos uma perda residual da extensão do que uma limitação irreparável da flexão, a qual é bastante incapacitante na funcionabilidade global da mão.

Figura 1

Palma da mão não entra em contato com a superfície da mesa. Sinal de indicação cirúrgica.

Figura 2

Alterações da doença na palma e dedos da mão.

Figura 3

Alteração anatômica na palma e dedo anular.

3.1 - Presença da corda pré-tendinosa.

3.2 - Corda espiral.

Figura 4

Anatomia normal da fascia palmar.

Figura 5

Infiltração local.



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