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POLEGAR E DEDO EM GATILHO

Trata-se pela incapacidade de fletir e estender os dedos. O polegar e o anular são os mais acometidos, seguido do dedo longo, indicador e do mínimo. Várias são as causas. As primárias (idiopáticas ou
desconhecidas) são freqüentes em mulheres esntre 40 e 60 anos de idade. As secundárias estão associadas a doenças que afetam o tecido conjuntivo, como: diabetes, artrite reumatóide, gota,
amiloidoses e mucopolissacaridoses. Nos casos congênitos o alongamento é mais comum no polegar.
Essa condição foi, primeiramente, descrita por Notta em 1850, onde os tratamentos iniciais incluíam a observação, extensão passiva, imobilização (talas), radioterapia e injeção com corticosteróides. Schönber, em 1889, foi creditado como o primeiro interventor cirúrgico.

Anatomia e Fisiopatologia

Os tendões flexores dos dedos e do polegar durante o movimento de flexão e extensão deslizam pelo sistema de polias. A polia A1 se localiza sobre a placa volar da articulação metacarpofalangiana (Fig. 1).
Durante a flexão dos dedos, a polia A1 funciona como um fulcro, comprimindo os tendões. Devido à fricção de deslizamento, pode ser formado um nódulo no tendão localizado próximo à polia A1 (Fig. 2).


Quadro Clínico

Inicialmente, pode ser indolor, existindo um desconforto para os movimentos de flexão e extensão dos dedos. Com a progressão, aparece a queixa de dor. O paciente pode queixar-se de aparecimento de nódulo na região palmar (Fig. 2). A seguir inicia-se o gatilho, podendo, ainda o paciente, referir dor na articulação interfalangeana proximal.

Diagnóstico Diferencial

Presença de cisto de polia, tumores tendinosos, músculos anômalos podem provocar gatilho. Pacientes com síndrome compressiva, os quais mantêm os dedos flexionados ativamente, também, devem ser lembrados.

Tratamento Clínico

O uso de anti-inflamatórios não-hormonaisé a forma inicial do tratamento em conjunto com massagem, crioterapia eórtese noturna na articulação interfalangeana distal em extensão, deixando a articulação interfalangeana proximal livre.
Para infiltração local utiliza-se 0,5ml de lidolaína sem vaso constritor com 1ml de corticosteróide, introduzindo com uma agulha de 26G½ (agulha de insulina) ou 22G¼ a 1cm abaixo da prega de flexão proximal digital (Fig. 3). Caso haja necessidade, repete-se a infiltração após 3 semanas.

Tratamento Cirúrgico

Não respondendo ao tratamento clínico, a cirurgia é recomendada. Sendo, esta realizada no bloco cirúrgico com anestesia local sob sedação. A movimentação ativa dos dedos é iniciada, imediatamente, após a cirurgia. (Fig 4).




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