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OSTEOARTROSE

Conceito

Os termos osteoartrite e osteoartrose (também artrose condromalácia, artrite deformante) é um processo degenerativo (envelhecimento) de etiologia desconhecida (idiopática) que afeta a cartilagem articular de uma articulação anteriormente sadia; ela é denominada na literatura mais comumente como osteoartrite primária.

Fatores Predisponentes

a) Idade: começa na segunda década de vida, mas as alterações degenerativas são evidentes entre os 55 anos a 65 anos de idade.

b) Sexo: até os 55 anos não há diferença entre homens e mulheres. Daí em diante a doença é mais acentuada em mulheres.

c) Hereditariedade: parece haver, em estudos epidemiológicos, uma expressão articular de uma doença constitucional generalizada resultante de anomalias metabólicas herdadas; um gene autossômico único, influenciado pelo sexo para ser dominante nas mulheres e recessivo nos homens.

d) Obesidade: a degeneração afeta duas vezes mais o obeso, sobrecarregando as articulações.

Quadro Clínico

Apenas 5% das pessoas com mais de 50 anos de idade têm sintomas clínicos. A dor é produzida pela inflamação em resposta à irritação articular, seja ela causada por corpúsculo soltos, pequenas fraturas subcondrais (após a cartilagem) ou derrame (inchaço articular devido ao acumulo de líquido sinovial). Líquido sinovial, este, que, é importante para a lubrificação da articulação. No início a dor é leve, contínua que vai aumentando gradativamente. A dor é intensificada pela pressão barométrica. Esse fenômeno é conhecido, popularmente, como "dor com mudança de tempo". A rigidez ocorre com o repouso e rapidamente diminui com atividade. Esse sintoma é importante ao levantar-se pela manhã.
A articulação não inflamada apresenta um rangido seco e uma sensação áspera, tanto palpável como audível. Nas fases avançadas com proliferação marginal (osteófitos) e espessamento capsular, a articulação fica aumentada. O movimento torna-se limitado mas, a perda completa nunca ocorre. Quando a articulação está inflamada existe uma quantidade aumentada de líquido sinovial e se pode observar sensibilidade (dor) articular.

Dados Laboratoriais

Provas sangüíneas são normais (hemograma, VSG, provas de aglutinação, bioquímica). Exame de líquido sinovial serve para diferenciar a doença articular degenerativa (primária) das doenças reumáticas e infecciosas (secundárias).

Dados Radiológicos

É normal e o paciente sente dor esporádicas. Gradativamente ocorre um estreitamento articular, esporões ósseos (osteófitos ou “bico de papagaio”, popularmente), o osso subcondral (após cartilagem) se torna espessado (esclerose óssea), e cistos ósseos.

Importante: uma radiografia negativa não exclui a osteoartrose.

Tratamento

O tratamento por medidas não cirúrgicas (conservador) visa retardar a evolução, aliviando a dor e a rigidez, impedindo a deformidade e melhorando o movimento articular.

a) Tratamento conservador - algumas medidas:

Repouso: serve para diminuir a compressão articular e permitir que diminua a inflamação sinovial, aliviando a dor. É uma medida inicial.

Movimento: segue-se logo após o repouso para se evitar a retração e rigidez articular.

Suporte de peso: não sobrecarregar a articulação afetada, aliviando com uso de andadores, cadeira de rodas, muletas, bengalas, bem como, uma boa mecânica corporal, isto é, eliminação de posturas viciosas e correção da marcha, evitando-se carga sobre a articulação.

Tração: aplicada durante fase inflamatória aguda, particularmente em uma articulação que suporta peso até que a inflamação desapareça.

Fisioterapia: calor úmido, massagem e exercícios para readquirir o movimento perdido.

Imobilização ortopédicas: talas removíveis que garante o repouso e permite a fisioterapia diária.


Coricosteróides: injeta-se suspensão de corticosteróide, dentro da articulação, reduzindo a dor e o edema (inchaço) em poucas horas, dias e semanas, melhorando o movimento. Não se observa efeito sistêmico. O alívio da dor pode durar de algumas semanas até meses. Os corticóides intra-articulares mostram efeitos deletérios (prejudiciais) à articulação se aplicados semanalmente, por isso sugere o intervalo de 4 semanas entre as injeções.


Terapia medicamentosa: uso de antiinflamatórios como ácido acetilsalicídico, acetofenedina, propoxifeno, indometacina, meloxicam, rofecoxib, dilclofenocos e outras. A terapia deve ser supervisionada pelo médico para que se evite efeitos colaterais (contrários).

b) Tratamento cirúrgico:

Visam um alívio da dor, melhora e manutenção do movimento articular, correção da deformidade e remover causas intra-articulares das superfícies articulares, onde o tratamento conservador é inoperante. A cirurgia cria uma nova articulação com implantes (próteses), reconstrução ligamentar (tenoartroplastia) ou, às vezes, artrodese (articulação rígida) como procedimento de salvação, deixando a articulação sem dor e estável. Observe as figuras 1, 2 e 3.

Visualização da osteoartrose da base do polegar esquerdo chamada de Rizartrose de uma paciente de 50 anos de idade com dor e limitação dos movimentos. Observe a diminuição do espaço entre os ossos 1° metacarpo e trapézio e a deformidade articular.

Retirada cirúrgica do trapézio e realização de tenoartroplastia (correção articular com uso de tendão) para aliviar a dor e corrigir a deformidade da base do polegar.

Observe na área circulada remoção cirúrgica do trapézio degenerado que provoca dor.



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