AGENDAMENTO DE CONSULTAS: (54) 3045 9700
LISTA DE TELEFONES ÚTEIS   ↵

« Voltar
EPICONDILITE LATERAL EXIGE TRATAMENTO MULTIDISCIPLINAR
Para mais informações acesse: www.iotquadril.com.br

Aquela famosa “dor de cotovelo” vai além de uma simples expressão popular, ela existe e têm muitos agravantes que vão da idade ao esforço repetitivo. A epicondilite lateral afeta de 1% a 3% da população em ambos os sexos. Mesmo sendo relacionada com a expressão “cotovelo de tenista”, o menor grupo afetado é justamente o de jovens praticantes de esportes. O problema acomete principalmente pessoas entre 35 e 60 anos das quais 95% fazem uso excessivo dessa musculatura com atividades de repetição ou esforço intenso. Atividades simples como girar a maçaneta, digitar um texto ou mesmo o uso do mouse podem se tornar dolorosas e impraticáveis.

Para compreender os diversos aspectos desta patologia confira a entrevista realizada com  três especialista da área: o ortopedista e cirurgião de mão, Osvandré Lech, o ortopedista e especializando em cirurgia do ombro e cotovelo, Cyrio Borges Fortes, ambos da Clínica IOT de Passo Fundo, e o fisioterapeuta, Fabrício Bordin.


A VISÃO ORTOPÉDICA

 

O que é a epicondilite lateral?  

Ortopedistas Osvandré Lech e Cyrio Borges Fortes - É uma síndrome dolorosa que resulta do distúrbio na vascularização e cicatrização dos tendões da musculatura extensora do punho e dos dedos, normalmente ocasionada por sobreuso.  A expressão está consagrada, mas incorreta, já que o sufixo “ite” se refere a inflamação, e isto não ocorre; trata-se de uma degeneração dos tecidos e o sufixo correto seria “ose” -  epicondilose.


Como se instala? 

 Ocorre necrose dos tecidos devido à falta de irrigação sanguínea, que é deficiente nesta região, resultando na formação de tecido de granulação. Com isto, tem início a degeneração ou rupturas microscópicas nas fibras do tendão geralmente associada aos esforços de tração. O tendão inicialmente acometido é o extensor radial curto do punho, responsável pela extensão do punho.  


Fatores de risco que podem causar a epicondilite? 

Vários são os fatores de risco: a idade superior a 30-40 anos, quando os tecidos musculares iniciam o processo de envelhecimento, esforços repetitivos, prolongados ou intensos que exijam a extensão do punho ou dos dedos, técnica inadequada ou treinamento excessivo de esportes de arremesso ou de uso de empunhadura, como tênis, paddle, canoagem, arco e flecha. O sedentarismo, tabagismo, etilismo, doenças reumáticas e diabete também são fatores desencadeantes.


Os casos estão aumentando ou diminuindo?  

A epicondilite lateral é a causa mais comum de dor no cotovelo.  Afeta aproximadamente 2% da população e há dois grupos distintos - o grupo menor (5%)  formado por jovens que praticam esportes de empunhadura de forma intensa, no qual o sobreuso é fator determinante, e o grupo maior (95%) representado por pessoas entre 35 e 60 anos, nas quais o início dos sintomas é insidioso e associado a atividades de repetição ou esforços intensos isolados (digitadores, operários de linha de produção e de abate de aves, cozinheiros, motoristas, carregadores, e os que “se esforçam muito no final-de-semana”). Ocorre igualmente entre os sexos e com maior frequência em brancos.


A epicondilite lateral pode estar relacionada com o uso do mouse? 
A princípio, sim, já que o uso prolongado ou errôneo do mouse pode desencadear dores no membro superior, mas não é isto que se observa na prática diária.  Todo o digitador – ou sua empresa - deve conhecer os princípios de ergonomia para esta atividade.  O mais importante é o apoio dos antebraços e punhos, além de adequar individualmente a altura da cadeira e do teclado.  Esta boa postura evita contraturas e dores nos membros superiores. Além disso, intervalos frequentes, atividade física preventiva (alongamento e leve reforço muscular), rotação de atividades são igualmente importantes.

  
Quais são os sintomas?

A queixa mais frequente é a dor de início leve localizada na região lateral do cotovelo e antebraço, com piora progressiva e desencadeada ao segurar objetos leves (xícara) ou pesados (cadeira, sacos, etc.). Formigamento e diminuição de força de preensão e de extensão geralmente estão presentes. O diagnóstico é clinico e deve ser diferenciado da compressão de nervos que ocorre na região.


É possível prevenir? Pode ser revertida se detectada no início? 

Com a melhoria da ação da medicina do trabalho, esta condição dolorosa é rapidamente identificada nos funcionários de empresas. Por outro lado, o mais rápido atendimento e o esclarecimento da população auxiliam para diminuir esta condição.  A prevenção se baseia em evitar os fatores de riscos já mencionados, alternando atividades repetitivas com pequenas pausas e alongamentos, uma ergonomia adequada no posto de trabalho. Convém alternar atividades sentadas e em pé, ter um bom condicionamento físico. No esporte, evitar treinamento excessivo e praticar o gesto esportivo correto. Quanto antes diagnosticada e tratada, maiores são as chances de um bom resultado, lembrando sempre que a evolução é lenta e os sintomas podem durar até um ano.


Qual é o tratamento médico? 

A epicondilite é tratada pelo ortopedista, fisiatra, reumatologista, médico do trabalho, geriatra e cada área tem preferências próprias.  De modo geral, o tratamento conservador resolve 90% dos casos e se baseia em analgesia (analgésicos, anti-inflamatórios, corticoides), repouso relativo e revisão da ergonomia no local de trabalho, imobilização parcial do punho com tala de velcro para evitar a extensão, cuidados caseiros (gelo, alongamento, etc).  Nos 10% que não melhoram, existem outras opções como a infiltração local, o uso de ondas de choque extra-corpóreo, cirurgia aberta ou artroscópica. As técnicas que utilizam toxina botulínica, plasma rico em plaquetas (PRP) e células-tronco não apresentam resultados melhores que outros mais simples.

 

 

 A VISÃO FISIOTERAPÊUTICA

 

Qual o tratamento para a epicondilite lateral?

Fabrício Bordin- Em conjunto com o tratamento medicamentoso, o tratamento fisioterapêutico tem como objetivo diminuir o quadro  doloroso no primeiro momento com aparelhos específicos, em conjunto com alongamentos e gelo local e, posteriormente, reforço da musculatura do antebraço. 


Quais os exercícios (movimentos) e equipamentos utilizados?

São utilizados aparelhos como o ultrassom terapêutico, a eletroestimulação por ondas de choque de baixa frequência, o laser, e a eletro-acupuntura, (tratamento de agulhas combinado com eletroestimulação). Também são realizados alongamentos musculares principalmente da musculatura acometida e uso de gelo local (crioterapia).

 

Qual o período de tratamento? A melhora é detectada a partir de quantas sessões?

O tratamento é longo e alguns casos podem demorar até seis meses. Sua evolução é observada quando o paciente refere melhora nas atividades do dia a dia, que pode acontecer nos primeiros dois meses.


Quais são as recomendações ao paciente? 

Vários cuidados nas atividades do dia a dia são importantes para o sucesso do tratamento, como: evitar movimentos de torção do antebraço (torcer um pano), não realizar esforço repetitivo durante longos períodos (digitação, linha de montagem ou de abate), evitar carregar pesos ou sacolas com a mão voltada para trás (a mão voltada para frente relaxa os músculos extensores lesados e utiliza os flexores, que estão assintomáticos), uso da tala de velcro e aplicar gelo no local da dor.

Como evitar que os sintomas retornem após o tratamento?  

Fabrício Bordin - Boa ergonomia no local de trabalho, preparo físico adequado através do combate ao sedentarismo, ginástica laboral no próprio local de trabalho, tratar as doenças de base e evitar esforços exagerados da musculatura do antebraço, procurar atendimento assim que os sintomas se instalarem.

 

 



Mais Sobre
MAIS SOBRE

 
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Ortopedista do IOT realiza atualização em Centro ...
Atenção para a lordose e a escoliose
Equipe médica do IOT obteve premiação em Congresso ...
Aumenta número de mulheres com lesões no Ligamento Cru...
Artrose atinge até 20% da população idosa
ENTRE EM CONTATO
(54) 3045-9700 ou 3045-9800
sac@iotrs.com.br

NEWSLETTER
Para assinar nossa newsletter preencha o campo abaixo.
Ok
© 2017 IOT HOSPITAL DO TRAUMA | www.iotrs.com.br - Todos os Direitos Reservados